A Biopower, empresa do grupo JBS Novos Negócios especializada na produção de biodiesel, anunciou um robusto plano de investimento no valor de R$ 140 milhões. O aporte financeiro será destinado à modernização e inovação tecnológica de suas três unidades fabris, localizadas estrategicamente em Lins, no estado de São Paulo, Campo Verde, no Mato Grosso, e Mafra, em Santa Catarina. Este investimento, o mais significativo desde a fundação da planta de Mafra em 2021, sinaliza um novo ciclo de expansão para a companhia e reforça seu compromisso com a transição energética no Brasil.
Com a aplicação dessas novas tecnologias, a Biopower projeta um volume de produção recorde, estimado em aproximadamente 650 milhões de litros de biodiesel já em 2025. Um dos pilares dessa modernização é a implementação da tecnologia de esterificação enzimática. Este processo de ponta substitui os tradicionais catalisadores químicos por enzimas de alta performance, o que resulta em maior eficiência, flexibilidade na utilização de matérias-primas diversas – incluindo sebo bovino e óleo de cozinha usado – e a capacidade de converter subprodutos em biodiesel, otimizando a cadeia produtiva. O projeto tem início de implementação neste ano e previsão de conclusão para meados de 2026.
O mercado de biodiesel vive um momento de expansão histórica, impulsionado pela legislação que prevê o aumento gradual da mistura obrigatória com o diesel fóssil. Atualmente em 15%, a meta é atingir 20% (B20) até 2030. É nesse cenário de demanda crescente que o investimento da Biopower se insere, posicionando a empresa para capitalizar as oportunidades emergentes e auxiliar o Brasil a consolidar sua posição como potência em energias limpas. Ao longo de 18 anos de operação, a Biopower já produziu mais de 4 bilhões de litros de biodiesel, contribuindo significativamente para a redução da emissão de gases de efeito estufa, com cerca de 9 milhões de toneladas de CO2 evitadas.
Adicionalmente, a Biopower explora novas frentes para a descarbonização de setores críticos, como o transporte marítimo. Diante das metas globais estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO) para atingir emissões líquidas zero até 2050, combustíveis sustentáveis ganham relevância. A empresa se declara preparada para atender a essa demanda emergente, oferecendo o biodiesel como uma alternativa viável e imediata ao diesel naval convencional. A utilização do biodiesel não requer adaptações nas embarcações e mantém o mesmo desempenho e competitividade em custos.

